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Venom: Tempo de Carnificina

Crítica Sem Spoilers l Venom: Tempo de Carnificina

Crítica escrita por @victor

Quando vimos o simbionte preto nas telas de cinema pela primeira vez em 2007, com certeza não saberíamos que ele mudaria tanto até chegarmos em Venom: Tempo de Carnificina. Uma opinião quase pública é que o personagem não foi bem trabalhado enquanto estava no mesmo filme que Tobey Maguire. E sabemos disso desde o lançamento do filme do Venom em 2018, certo?

Dois anos depois, é hora de encontrar Eddie novamente, agora em uma nova aventura, mas com o humor de um dos vilões do Homem Aranha. Venom: Tempo de Carnificina, chega aos cinemas na próxima semana, mais especificamente no dia 07.

Enfrentando um novo vilão e se conhecendo mais, os dois nos colocam em uma sala de cinema durante cerca de uma hora e meia para conferir o resultado final disso. Confira o que achamos de Venom: Tempo de Carnificina.

Relação homem x simbionte: como fazer isso dar certo?

Dois anos após unirem em para serem um só, porém agora dividindo um corpo, a relação de Eddie e Venom é melhor trabalhada no novo filme do que em sua estreia. Um ponto interessante é que ambos acabam se conhecendo mais com o passar da trama, onde Venom entende que apesar de todos os esforços para ter uma personalidade forte, ele não pode fazer com que o coração do personagem de Tom Hardy seja curado.

A relação entre os dois é trabalhada como um dos conflitos de Venom: Tempo de Carnificina, já que não é todo dia que um ser humano precisa se adaptar a viver com um simbionte, certo? Acontecendo exatamente um ano depois dos acontecimentos do primeiro filme e ambos agora estão juntos e precisam entrar em um acordo. Uma forma de fazer isso ficar menos massivo é usar o humor, que é quase uma marca registrada de Venom desde o primeiro filme.

As cenas com humor, mesmo quando tudo está ficando um tanto emotivo ou com um tom mais sério, são ótimas para acabar com a tensão. Durante todo o longa-metragem, vai ser possível dar boas risadas. Se isso já aconteceu de forma brilhante no primeiro filme, foi ainda melhor trabalhado no segundo longa-metragem que chega aos cinemas na próxima semana.

Usar isso para explicar uma relação que parece ser tão diferente deu mais do que certo em Venom: Tempo de Carnificina e definitivamente, provou ainda mais que o Venom de Tom Hardy é mais do que essencial para os fãs de Marvel. Se você gostou de ver um dos inimigos do cabeça de teia em 2018, a versão dele de 2021 é ainda melhor.

Início de Venom: Tempo de Carnificina

A conexão com o primeiro filme foi praticamente perfeita. Isso porque a cena pós-crédito é conectada diretamente com o começo do novo lançamento, onde temos uma continuação do que foi apresentado em 2018. A primeira parte do longa-metragem é mais focada na relação entre Venom e Eddie e todos os conflitos que possuem em seu dia a dia, onde o humano está sempre tentando manter o simbionte fora de problemas.

Tudo fica melhor quando o vilão Cletus Kasady, que mais tarde se torna o Carnificina, é apresentado ao público. A partir daqui, apesar de todos os problemas entre os dois, Venom consegue se destacar como um dos principais personagens da Marvel/Sony. Por mais que não esteja ao lado de Eddie durante todo o filme, é possível perceber que ele consegue se virar sozinho e curtir a vida que sempre quis. Mesmo que isso aconteça durante pouco tempo.

Cenas de ação acontecem já nos primeiros minutos e tudo acontece de uma forma rápida, mas um tanto satisfatória e que não chega a ficar corrida na prática. Uma das preocupações de uma parte do público era como Venom: Tempo de Carnificina entregaria uma outra aventura de qualidade em pouco mais de uma hora e meia. Isso foi cumprido com maestria e podemos dizer que sim, vale a pena ir ao cinema apenas pelos primeiros minutos.

Desenvolvimento

Um dos pontos em que Venom: Tempo de Carnificina deixa a desejar é o desenvolvimento de seus vilões. O espectador consegue apenas saber do que ele deseja conquistar, não dando mais informações sobre o passado e pontos que podem ajudar no entendimento. Seria ótimo saber mais sobre a She-Venom e mais personagens que apareceram nos trailers e pôsteres do filme.

Woody Harrelson, que deu vida a Cletus Kasady, realmente merece ser elogiado pelo bom trabalho de interpretar um serial killer e um simbionte ao mesmo tempo. A imersão acontece de uma forma importante e muito bem feita, onde se você já assistiu a outros conteúdos de Woody, com certeza esquecerá dos personagens e ver apenas o rosto e história de Cletus.

Com exceção de Cletus e o desenvolvimento da conexão entre Venom e Eddie , este é um dos princpais pontos a desejar do novo filme do simbionte preto. Talvez, isso tenha acontecido por conta do tempo para qual o longa-metragem estava sendo planejado, mas trinta minutos adicionais resolveriam este problema.

Ao mesmo tempo, não há pontos que ficam em aberto em toda a trama. Venom: Tempo de Carnificina consegue provar que nem sempre é necessário ter cenas que não contribuem para a trama como um todo. O que aconteceu bastante no terceiro filme de Tobey Maguire como amigo da vizinhança.

Efeitos especiais de Venom: Tempo de Carnificina

Se os pôsteres acabaram desagradando algumas pessoas, tenha certeza que o mesmo não acontecerá quando você estiver assistindo à obra final no cinema. Se no primeiro filme, os efeitos de transformação de Eddie para Venom eram incríveis e provocaram uma imersão importante, isso segue como marca registrada no segundo filme.

Outro personagem que também foi bem trabalhando com ótimos efeitos especiais foi Carnificina, que apesar de ser derivado do protagonista, é ainda mais perigoso.

As cenas de ações provocam uma outra certa imersão bastante importante, ainda mais com o primeiro filme sendo bem aceito pelo grande público. Dessa forma, a obra em seu conjunto é de grande qualidade e que consegue entregar uma satisfação para fãs de Marvel que receberam títulos como Vingadores: Ultimato e possuem um alto filtro de classificação.

Vale a pena ir assistir Venom: Tempo de Carnificina?

Entregar um trabalho de qualidade depois de uma boa avaliação do público era a principal missão do time de produção de Venom: Tempo de Carnificina, que conta com Andy Serkis (direção), Todd McFarlane, Tom Hardy e Kelly Marcel. O trabalho final é redondo, satisfatório, mas poderia ser mais completo. Porém, isso não significa que o título de 2021 deve ser considerado de má qualidade ou com uma obra que não vale a pena o investimento.

Apesar de ser um dos melhores filmes inspirados em quadrinhos com menor duração, tudo é feito de uma forma tranquila, com alívios cômicos que melhoram a experiência de ver Venom e Eddie juntos novamente.

A cena pós-crédito (sim, temos uma cena pós-crédito) é a cereja do bolo que faltava para que tudo fosse encaixado de uma forma importante. Sem dar mais spoilers, lhe convidamos a ir ao cinema para assistir a Venom: Tempo de Carnificina.

Talvez, o longa-metragem não esteja entre os indicados do Oscars (ou talvez esteja, afinal, ele conta com pontos positivos), mas o trabalho merece o devido reconhecimento. O Venom de Tom Hardy veio para ficar e ainda bem que isso aconteceu. O Venom de 2007 ficaria orgulhoso, apesar do Venom que apareceu pela primeira vez em 2019 estaria xingando sua versão anterior por anos.

Venom: Tempo de Carnificina chega aos cinemas de todo o Brasil no próximo dia 07 de outubro. Qual sua expectatitva para o longa-metragem? Comente conosco!

Venom: Tempo de Carnificina

Venom: Tempo de Carnificina
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O relacionamento entre Eddie e Venom está evoluindo. Buscando a melhor forma de lidar com a inevitável simbiose, esse dois lados descobrem como viver juntos e, de alguma forma, se tornarem melhores juntos do que separados.
O relacionamento entre Eddie e Venom está evoluindo. Buscando a melhor forma de lidar com a inevitável simbiose, esse dois lados descobrem como viver juntos e, de alguma forma, se tornarem melhores juntos do que separados.
4/5
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