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Resenha Trono de Vidro

Resenha | Trono de Vidro #1 Sarah J. Maas

Essa resenha contém spoilers da saga completa de trono de vidro

É fogo no parquinho, porque eu estou (re)lendo Trono de Vidro, e desta vez quero comentar sobre esse livro com vocês. Conheci Sarah J. Maas por Corte de Espinhos e Rosas (saga que falarei mais pra frente), e eu me peguei completamente apaixonada pelo mundo que ela criou. Mas ainda sim, me via resistente a ler Trono de Vidro, porque não me parecia tão convidativo. Bem, amigas twitteiras, obrigada por me obrigar a ler TOG.

Não gosto muito de fazer comparativos, porque cada história foi pensada e escrita em fases diferentes da vida da autora, e eu como escritora, sei muito bem que isso influência e muito a forma como desenvolvemos nossos textos, mas ACOTAR tem uma vibe muito mais romântica, com um pouco da fantasia, enquanto TOG tem muita fantasia com um pouco de romance.

De muitas formas, TOG tem um desenvolvimento muito mais lento, principalmente com a Cealena/ Aelin e isso faz com que tenhamos uma conexão muito maior com ela enquanto acompanhamos sua jornada de assassina ex-escrava para a grande rainha que ela virá a se tornar.

É engraçado porque quando li o livro pela primeira vez, segui completamente ignorante de suas reviravoltas, e a mais surpreendente vem ao final do segundo livro (que falaremos na próxima resenha) então acompanhar uma versão assassina de Jogos Vorazes foi incrívelmente excitante. Uma garota super habilidosa que precisa se destacar entre muitos e sobreviver a um campeonato para então conquistar sua liberdade.

Eu como uma romântica incorrígivel confesso que a parte romantica me importa muito, mas aqui em Trono de Vidro, não era realmente o que me prendia, e ver Cealena presa entre a atração com Dorian e Chaol foi um tanto forçado, e por muitos momentos, apenas queria pular essas partes. No único momento em que eu realmente me senti tocada, é quando ela toca o piano enquanto lembra de Sam enquanto Dorian escuta.

Aliás, a ideia de que Trono de Vidro seria um releitura de Cinderela, me pareceu meio equivocada, já que definitivamente Cealena nada tem de Ella.

Mas o que realmente me surpreende aqui, é como Sarah consegue construir a trama política e fantástica ao mesmo tempo. As intrigas na corte, a ambição e personagens que precisam jogar um jogo perigoso enquanto escodem suas verdadeiras intenções realmente é a parte mais intigrantes do livro.

E então mortes começam a acontecer e a parte fantástica começa a tecer seus teias. O que são os simbolos estranhos, qual o motivo destas mortes, para onde foi a magia? Então começa a se arranhar a superfície do que virá a ser uma grande batalha de poder.

Sinceramente, Trono de Vidro é um primeiro livro de toda uma série que faz um trabalho fantástico em apresentar seu universo sem medo de ser mais devagar. Quando digo isso, é mais no sentido de mostrar o seu mundo. Ele não se apressa em apresentar todas as nuances logo de cara, muito pelo contrário, muitas das coisas que criam profundidade aparecem apenas em Coroa da Meia-Noite, e talvez essa tenha sido a melhor jogada de Sarah ao escrever essa saga: mostrar seu mundo de forma calam, com camadas e abrindo aos poucos, reservando tempo para cada um deles.

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