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Morbius

Morbius

Parece que eu repito essa frase já há bastante tempo, mas já com mais de uma década do universo da Marvel nos cinemas, outros estúdios precisam encontrar novas perspectivas para seus filmes de super-heróis que atraiam o público tanto quanto da casa das ideias. Mas encontrar novas perspectivas e formas de desenvolver esses personagens pode ser uma enorme armadilha. A Sony, que mantém uma parceria com a Disney de troca de personagens da Marvel, até que começou bem com Venom, que foi a história fora da curva – mesmo problemático – que chamou a atenção e arrecadou mais de 800 milhões mundialmente, garantindo uma sequência e uma ponta bem pequena no MCU. Mas o segundo antagonista do teioso que ganhará as telonas vai sofrer por ficar preso no saudosismos formato de narrativa dos anos 2000. Morbius está fora de seu tempo, sendo um filme cansativo, previsível, que só fará você contar o tempo para acabar e poder sair da sessão.

Introduzindo um dos vampiros da Marvel, Morbius segue o doutor Michael Morbius (Jared Leto), um médico que sofre com uma doença degenerativa que estuda como curar sua aflição. Ele encontra uma alternativa na saliva dos morcegos-vampiros, e começa a testar métodos antiéticos de misturar genes do mamífero alado com o gene humano. Conseguindo ter sucesso, o que ele não esperava era os efeitos colaterais da cura: ele se transforma num predador sedento por sangue. Enquanto tenta encontrar uma forma de controlar sua sede e meios para sobreviver a sua transformação vampiresca, uma série de assassinatos macabros se espalham pela cidade, e ele acaba sendo acusado dos crimes.

No meu resumo acima grita um roteiro básico de filmes de vampiros dos anos 2000. E esse é o problema deste filme. Se este filme fosse lançado lá no auge dos anos 2000, próximo a trilogia do primeiro Homem-Aranha, esse filme seria visto como um ótimo filme. Naquela época, o roteiro não precisava ser tão expressivo, ainda mais o gênero de super-herói, e Morbius não tem um roteiro expressivo… não tem diálogos que façam sentido, tem ações previsíveis – no mal sentido – e personagens rasos em suas construções.

Um elemento que se nota a falta nos trailers é a falta de sangue. Como que um filme de vampiros não há jatos e jatos de sangue espirrando toda vez que o vampiro está em ação? E no filme, essa falta tira a credibilidade deste filme – se é que ele tinha alguma. Existe cenas bem sombrias e macabras, mas perece por conta da falta, você perde o interesse na história.

A narrativa e os personagens se desenvolve de uma forma tão previsível que não há necessidade de investir tempo prestando atenção na história. Pessoalmente, consegui sair por uns cinco minutos da sessão para a imprensa, e não perdi nada. Você já sabe o que vai acontecer antes mesmo dos foreshadowing que gostam de inserir nestas histórias.

As atuações segue o modelo caricato. O vilão é caricato e unidimensional, o interesse amoroso se resume a apenas isso, a dupla de policiais não passa da cartilha do sério e durão e a cópia barata e meio engraçada do Comissário Gordon. O único ponto positivo é que Jared Leto não está exagerando, pelo menos, não mais do que o personagem precise, mas isso não chega a ser um elogio.

Morbius ainda conta com duas cenas pós-crédito, que não passa de uma explicar o porquê que a outra existe, deixando mais confusa a questão do multiverso, mas é claro a mensagem: a Sony vai querer trazer o sexteto sinistro em algum momento (?).

Morbius será o grande floop deste ano, não tenho remorso em afirmar isso. Parecendo que seu lançamento nos cinemas foi atrasado em uns 20 anos, Morbius pode ser resumido pelo comentário do Thiago Romariz no Instagram: pura nostalgia. Que lembra os piores filmes de super-heróis de todos os tempos: Elektra, Demolidor, Lanterna Verde e Mulher-Gato.

Morbius

MORBIUS (SONY PICTURES)

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Embusca da cura de sua doença degenerativa, o doutor Michael Morbius acaba se transformando num predador com uma enorme sede de sangue humano. Enquanto tenta controlar sua sede, uma série de crimes apontam para a nova condiçãodo doutor.
Embusca da cura de sua doença degenerativa, o doutor Michael Morbius acaba se transformando num predador com uma enorme sede de sangue humano. Enquanto tenta controlar sua sede, uma série de crimes apontam para a nova condiçãodo doutor.
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