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Continência ao Amor (purple Hearts)

Continência ao Amor | Netflix 2022

Eu voltei! E Continência ao Amor, trouxe aí um motivo para eu tirar uma parte da minha madrugada para escrever, porque já que é para voltar, vamos falar de clichês. Já faz um bom tempo desde que escrevo algo sobre um filme; na verdade, faz tempo desde que vi um filme! Irônico, porque meses atrás ver um filme era basicamente o que eu fazia da vida!

Mas não vamos divagar, aqui não é um blog! Porém, pausar um pouco a vida e poder ver Continência ao Amor (Purple Hearts) deixou um quentinho no coração.

Como brasileira (e com tantos problemas políticos envolvendo nosso poderio militar), confesso que não sou muito fã deste tipo de clichê, mas a realidade americana é sobre patriotismo, defender o país, etc., etc., etc., e no fim acaba gerando muitos filmes emocionantes. E Sofia Carson consegue mesmo, literalmente, colocar músicas incríveis em qualquer filme que faz.

Eu confesso que tenho alguns problemas ao ver a atuação dela, não vejo tanta entrega nos personagens, e a impressão é que no fim ela nunca saiu realmente da sua personagem da Disney, mas uma coisa é certa, ela sabe escolher bem seus roteiros. Mesmo que estejam todos na “casinha dos clichês”. São emocionantes e sempre tem algo para nos ensinar.

É a segunda vez que confiro um trabalho de Nicholas Galitzine – o primeiro foi em Cinderella (da Camilla Cabello), e mais uma vez fui completamente fisgada pelos olhos verdes e a postura do garoto. Quem não acreditaria que ele realmente é um militar? E apesar de não ver muita química entre os dois, comprei a história deles.

Ignorando a parte militar, vamos focar no romance de Continência ao Amor

Uma das coisas que mais gostei em Continência ao Amor é exatamente como ele constrói lentamente a relação dos dois. Um slow burn bem estruturado, e penso que mostra um lado do amor que não se vê muito em filmes.

Continência ao Amor (purple Hearts)
Continência ao Amor (Purple Hearts) – Netflix, 2022

Estamos sempre acostumados a assistir o amor repentino, ou aquela atração fatal que culmina nos dois estarem juntos, mas um amor que vem pela convivência, por enxergar os defeitos e ainda, sim, querer estar com a pessoa? Esse é mais difícil. É engraçado como estamos acostumados a ver o amor fulminante. Mas aquele que vem gradualmente, ele me parece mais aconchegante, porque cria raízes profundas. É mais difícil de abalar. Poder ver essa narrativa neste filme é o que faz dele tão especial.

Além disso, o que contribui muito para essa linguagem é os planos fechados. Eu amo a sensação de intimidade que nos passa com a câmera sempre bem perto dos atores, principalmente nos momentos entre Luke e Cassie, mas não apenas quando interagem um com o outro, mas também nos momentos que estão longe um do outro.

Continência ao Amor é um daqueles poucos filmes em que eu poderia retornar e ver mais uma vez suas 2 e 02min e me sentir completamente mergulhada na história. Fazia um tempo desde que um filme me fez me sentir assim. Ele com certeza entrou na lista dos “Conforts Movies“. Um belíssimo trabalho. Poxa, parece que a Netflix acertou – finalmente! – em um clichê (não vamos comentar, como ela conseguiu errar até nesse gênero – que é o gênero mais receita de bolo de toda a história do cinema!).

Esse filme foi um aconchego no coração. Às vezes é só disso que precisamos – e de uma nova playlist também.

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